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123milhas faliu? Veja o que foi publicado no Valor Econômico

Uma matéria publicada nesta quinta-feira (1) no jornal Valor Econômico analisa o processo de recuperação judicial da 123milhas. O Ministério Público de Minas Gerais deu início a uma operação que teve como alvos os diretores da empresa 123milhas e Maxmilhas.

EDIÇíO DO DIÁRIO com Valor Econômico


Segundo o jornal, a 123milhas teve seu processo de recuperação judicial novamente suspenso pela Justiça de Minas Gerais recentemente e, nesta quinta-feira (1º), os diretores da empresa foram alvos de uma operação do Ministério Público de MG que investiga crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Nada disso, no entanto, significa que a empresa faliu.

A matéria assinada pela jornalista Juiiana Steil explica que o processo de recuperação judicial é um mecanismo buscado pelas empresas endividadas para, justamente, evitar a falência. “Ao longo deste processo, as cobranças por parte dos credores são suspensas e é negociado um plano de ação para quitar os débitos. Se, ao final do processo, a empresa não entrar em acordo com os credores, a Justiça pode declarar falência à empresa.

A decisão partiu de um pedido do Banco do Brasil, o maior credor da empresa de turismo, pela substituição de dois dos três escritórios nomeados pela magistrada para atuarem como administradores no caso. O BB apontou falta de estrutura, experiência e expertise dos escritórios nomeados inicialmente.

O pedido foi aceito pelo desembargador Alexandre Victor de Carvalho, mas os escritórios substituídos — Inocêncio de Paula Advogados e Brizola e Japur Administração Judicial — recorreram da decisão. Os recursos serão julgados agora por uma turma do TJMG, ainda sem data marcada.

Busca e Apreensão

O Valor Econômico adianta que na manhã desta quinta, o MPMG deu início a uma operação que teve como alvos os diretores da empresa 123milhas e Maxmilhas. A “Operação Mapa de Milhas” investiga crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nas residências dos diretores e nos escritórios da empresa.

“Os mandados de busca e apreensão foram requeridos para apurar a prática de crimes de estelionato, por meio de associação criminosa, que causaram prejuízo milionário a milhares de pessoas em todo o país. A investigação busca, também, verificar a eventual prática de lavagem de dinheiro, mediante a utilização de estratégias financeiras e corporativas com o objetivo de dissimulação e ocultação de valores e bens”, divulgou o MP em comunicado à imprensa.

O grupo 123milhas disse ao Valor Econômico que sempre se colocou à disposição das autoridades e forneceu documentos sobre suas operações.

 

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