A Fecomércio RJ, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) se posicionaram sobre as propostas em discussão para o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
As instituições, acompanhadas por sindicatos empresariais filiados à Fecomércio RJ, defendem que eventuais mudanças sejam submetidas a estudos técnicos e a um debate mais amplo entre trabalhadores, empregadores, Congresso Nacional, especialistas e representantes do Poder Público.
Na avaliação das entidades, alterações dessa dimensão podem produzir reflexos sobre o mercado de trabalho, os custos das empresas, a competitividade e a sustentabilidade dos negócios, especialmente em segmentos que dependem de escalas diferenciadas de funcionamento.
Entidades defendem discussão após período eleitoral
Fecomércio RJ, Firjan e ACRJ reconhecem como legítima a discussão sobre qualidade de vida, valorização dos trabalhadores e aperfeiçoamento das relações de trabalho.
As instituições argumentam, porém, que uma mudança com efeitos permanentes para trabalhadores e empresas não deveria ser definida de maneira acelerada durante o período eleitoral.
A posição defendida é de que a apreciação e uma eventual deliberação sobre o tema ocorram após as eleições, permitindo a realização de estudos de impacto, audiências públicas e uma análise mais detalhada das possíveis consequências econômicas, fiscais e sociais.
“Não se trata de impedir ou encerrar o debate sobre a jornada de trabalho, mas de assegurar que uma mudança estrutural nas relações trabalhistas brasileiras seja discutida com a profundidade, a responsabilidade e a segurança jurídica compatíveis com sua relevância”, destacam as entidades.
Escala 6×1 mobiliza setores empresariais
O debate sobre mudanças na jornada de trabalho tem mobilizado diferentes segmentos da economia. Para setores como comércio, serviços, turismo, hotelaria, alimentação e indústria, a organização das escalas está diretamente relacionada aos períodos e horários de funcionamento das atividades.
Por isso, as entidades empresariais defendem que as particularidades de cada setor sejam consideradas na discussão, evitando a adoção de um modelo único sem avaliação prévia dos impactos.
Outro ponto defendido é a utilização da negociação coletiva e de mecanismos de compensação que permitam adaptações de acordo com as características das atividades e das relações de trabalho.
Fecomércio RJ representa mais de 442 mil estabelecimentos
A Fecomércio RJ reúne 59 sindicatos patronais e representa mais de 442 mil estabelecimentos dos setores de comércio de bens, serviços e turismo no Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a entidade, os estabelecimentos representados respondem por aproximadamente dois terços da atividade econômica fluminense e geram mais de 1,9 milhão de empregos formais.
A instituição também integra o Sistema Fecomércio RJ, que reúne o Sesc RJ e o Senac RJ. O Sesc desenvolve atividades nas áreas de assistência social, cultura, educação, esporte, lazer e saúde, enquanto o Senac atua na formação e qualificação profissional voltada principalmente aos setores de comércio, serviços e turismo.
A Fecomércio RJ e o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) são signatários do Pacto Global da ONU. Sesc RJ e Senac RJ também integram a iniciativa.




