Nova onda de covid-19 na Europa retoma exigência dos passaportes de vacinação

Os passaportes de vacinação que restringem o acesso a restaurantes, academias de ginástica e muitos outros locais na Europa deveriam ser transitórios, mas com o espectro de um novo aumento dos casos de covid-19 nos primeiros meses de 2022, eles parecem ter chegado para ficar – pelo menos até o ano que vem.

por Dow Jones Newswires – Paris

Uma nova lei aprovada pelo Parlamento francês nesta sexta-feira (06) permitirá uma extensão do sistema de passaporte de saúde até 31 de julho de 2022. O documento – oferecendo uma prova de vacinação, testagem recente ou recuperação recente da covid-19 – é obrigatório para tudo, desde sentar em um café parisiense a embarcar em um trem de alta velocidade.

A Itália também está considerando a extensão de suas regras de passaporte vacinal, que tornaram obrigatória a vacinação de trabalhadores e os testes frequentes, pelo menos até o começo do ano que vem.

Na Alemanha, que exige provas de imunidade ou testagem negativa para se entrar em restaurantes, clubes, museus e outros locais públicos, alguns políticos regionais pediram a realização de uma reunião de cúpula nacional nos próximos dias para a avaliação de medidas mais duras, diante da aceleração das infecções.

No espaço de um ano, o sistema de passaporte de saúde passou de uma ideia quase unanimemente rejeitada, à quase onipresença em toda a Europa. Os esquemas diferem de país para país, mas no geral envolvem um código que prova que um indivíduo foi totalmente vacinado contra a covid-19, recuperou-se dela nos seis meses anteriores ou recentemente foi testado negativo.

O esforço para estender a legislação acontece no momento em que há sinais de aumento dos casos de covid-19 na Europa.

A Alemanha não registrou no terceiro trimestre [o verão europeu] o mesmo pico de infecções visto na França, Espanha e outros países, mas os novos casos vêm crescendo rapidamente desde a metade de outubro.

A Alemanha registrou 37.120 novos casos confirmados de covid-19 na quinta-feira, quebrando o recorde para um único dia pelo segundo dia consecutivo. Pela primeira vez nesta semana, sua média móvel de sete dias cresceu acima da alta verificada no segundo trimestre.

A legislação que permitiu ao governo alemão adotar medidas contra a pandemia sem a aprovação dos 16 estados do país, deve expirar em 25 de novembro.

Para evitar uma colcha de retalhos de regras regionais, os governos estaduais concordaram na sexta-feira que as regras padrão do passaporte vacinal devem cobrir toda a Alemanha, com algumas regiões optando por medidas mais duras. Eles também concordaram que qualquer pessoa poderá receber doses de reforço seis meses após ter recebido a última dose.

Esta semana a Holanda trouxe de volta algumas restrições, depois de um pico nos contágios, incluindo a extensão das exigências do passaporte vacinal para lugares como museus e áreas abertas de restaurantes. Em dezenas de departamentos da França, alunos do ensino fundamental voltarão a ter de usar máscara a partir da próxima semana, depois do aument0 da incidência dos casos de covid.

Apesar da oposição dura de alguns parlamentares, o Parlamento francês aprovou na sexta-feira a lei de “vigilância sanitária”, que permite ao governo impor o passaporte vacinal até 31 de julho de 2022. Parlamentares da oposição denunciaram o que disseram ser um “cheque em branco” para o governo manter medidas excepcionais.

Os certificados digitais têm sido uma parte importante da estratégia da Europa para evitar restrições mais onerosas. Inicialmente houve resistência ao passaporte vacinal em toda a Europa e ele continua sendo polêmico. Mas na França as autoridades disseram que os passaportes obrigatórios estimularam milhões de pessoas a se vacinarem, o que eles acreditam ter ajudado a conter a disseminação da variante delta.

Na quinta-feira, o governo do presidente Joe Biden determinou que a maioria das empresas americanas terão de garantir que seus funcionários sejam vacinados até 4 de janeiro, ou passem a ser testados semanalmente para covid. As exigências se aplicam a empregadores com 100 ou mais funcionários e cobrem 80 milhões de trabalhadores. Embora o governo americano tenha dito que as medidas são necessárias, elas sofrem oposição dos republicanos.

 

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