InícioEconomia do turismoRecuperação das cidades Pós-Covid-19 precisa de planejamento macro

Recuperação das cidades Pós-Covid-19 precisa de planejamento macro

Como serão as cidades brasileiras Pós-Covid-19? Como nossos governantes planejarão o futuro? Essas e outras perguntas foram discutidas na última terça-feira (20), na palestra “Inteligência Fiscal e Ambiental para o desenvolvimento sustentável”, no Circuito Urbano do Programa da ONU-Habitat.

EDIÇíO DO DIÁRIO com agências


A advogada ambiental Samanta Pineda e a Procuradora do Município de Curitiba, Cintia Fernandes explanaram sobre os problemas e soluções para a recuperação das cidades após a pandemia. Assista à apresentação na íntegra no canal do Youtube do Circuito Urbano, pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=NwowRCJ7MrE&feature=youtu.be

Samanta Pineda iniciou a palestra fazendo uma reflexão das questões que envolvem diretamente o planejamento do futuro nos municípios. “De que forma os municípios chegaram ao caos que vivemos? Quais são os paradigmas e valores que precisamos mudar para conseguirmos despertar uma consciência coletiva e executarmos na prática o desenvolvimento sustentável? ”. Para advogada, o fato da pandemia ter sido originada de uma zoonose, intensificou a análise do conceito de Saúde Única, que considera a saúde pública como um equilíbrio necessário entre a saúde humana, a dos animais e a ambiental. “A superação da crise pós pandemia virá com um trabalho em conjunto, dos governantes, cientistas, especialistas e população. Nós não podemos mais voltar ao que era antes”, disse Samanta.

O painel discutiu temas relevantes relacionados ao meio ambiente, como a falta de saneamento básico para 55% da população brasileira, os efeitos da poluição também foram abordados, de acordo com um estudo realizado na Alemanha, a poluição atmosférica é responsável por 8,8 milhões de mortes anualmente, o impacto é maior que o causado por guerras, doenças parasitárias e tabagismo.

“Políticas públicas mais rígidas para o controle da poluição precisam ser aplicadas com urgência, junto com uma reeducação social, incentivos fiscais e tributação”, explicou Samanta Pineda.

Smart tax city

Segundo Cintia Fernandes, o planejamento e a gestão das cidades sustentáveis incluem o conceito de inteligência fiscal, o que ela denomina “smart tax city”, visando criar soluções palpáveis para a implementação de tributos que visem o desenvolvimento das cidades e não apenas a arrecadação. Para Cintia Fernandes, procuradora do município de Curitiba, as cidades inteligentes, denominadas “Smart Cities”, se efetivam quando trazem soluções para a qualidade de vida dos cidadãos, seja por ações simples ou complexas de tecnologia da informação e comunicação, como telefones de comunicação coletiva, existência de áreas verdes destinadas a espaços públicos, ações e espaços para a inclusão digital.

Se faz necessário implementar uma tributação circular, da cidade para a cidade, fortalecendo a economia local e os municípios brasileiros. “A reforma tributária deve criar tributos que beneficiem os mais pobres (tributação progressiva), sistemas mais simples de gestão, reduzindo a evasão e a isenção, devendo fortalecer o Poder Local, efetivando a tributação sobre os males, implementando a tributação ambiental (extrafiscal), fortalecendo a tributação imobiliária, viabilizando a qualidade de vida nas cidades. Todos os agentes da sociedade devem contribuir com a cidade. O futuro precisa ser mais solidário, transparente, isonômico, justo e coletivo. Devemos agir com conectividade, pensamento sistêmico e sustentabilidade” finalizou a procuradora.

Matérias relacionadas

Compartilhe essa matéria com quem você gosta!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique por dentro das notícias de turismo do DT!

Assine nossa newsletter e confira.




    Enriqueça o Diário com o seu comentário!

    Participe e leia opiniões de outros leitores.
    Ao final de cada matéria, em comentários.

    Matérias em destaque