Retomada do turismo depende do avanço da vacinação e controle de novas variantes

“É possível que a gente comece a desenvolver uma retomada no final de 2022. Contudo, isso depende do controle da infecção viral”, projeta o presidente da FBHA Alexandre Sampaio

Edição do DIÁRIO com agências

O turismo brasileiro ainda tem um longo caminho pela frente até a recuperação geral do setor. A constatação é do presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio. Ele pontua que o segmento enfrenta um período turbulento por conta da pandemia de Covid-19, que já matou mais de 570 mil pessoas no Brasil.

“O cenário atual é de um cancelamento em massa de viagens que foram planejadas antes da chegada do coronavírus ao país. Apesar da vacinação estar avançando, o surgimento de novas variantes tem dificultado a retomada dos turistas. Como consequência, adquirimos uma redução expressiva das nossas receitas. Estamos sofrendo com os déficits dentro do segmento há um ano e meio”, lamenta Sampaio.

De acordo com o levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as atividades turísticas já somam prejuízos de R$ 395,6 bilhões de março do ano passado até junho deste ano. O trade opera com cerca de 57% da sua capacidade mensal de geração de receitas.

Para Alexandre Sampaio, que também é diretor da CNC e coordenador do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), a situação só poderá ser revertida com a gradual liberação da circulação dos turistas no Brasil e no exterior.

Ele aponta que alguns setores foram impactados de forma mais ampla e cita o caso das viagens corporativas, que caíram 39,6% no primeiro semestre ainda sob impacto da pandemia. A informação, divulgada na segunda-feira (16) pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), evidencia a situação delicada do setor.

“A avaliação da Abracorp constatou que totalizamos R$ 1,427 bilhão em comparação aos R$ 2,364 bilhões de janeiro a junho de 2020. Quando avaliamos com o ano retrasado, os números são ainda mais críticos: tivemos uma queda de 74,3%, pois, na época, as vendas somavam R$ 5,570 bilhões”, compara.

Sampaio ressalta que o Brasil busca a recuperação de forma gradual, levando em consideração que algumas regiões buscam movimentar a recepção de turistas e a realização de eventos. Ele afirma que ainda é necessário investir na ampla imunização da população para que o retorno do setor seja concreto.

“É possível que a gente comece a desenvolver uma retomada no final de 2022. Contudo, isso depende do controle da infecção viral. Estamos cientes de que é um processo moroso e que exige muitos cuidados. Por isso, estamos trabalhando arduamente para que esse processo seja feito de forma segura e sem gargalos”, complementa o presidente da FBHA.

A pesquisa também apontou que, em junho deste ano, os serviços turísticos operaram 22,8% abaixo do nível de fevereiro de 2020. São Paulo e Rio de Janeiro são os estados que apresentam mais da metade do prejuízo acumulado, chegando a R$ 161,3 bilhões e R$ 47,9 bilhões, respectivamente.

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