“Os Códigos da Vida Empreendedora”, baseado no livro de Lucas Schweitzer, fundador do grupo Empreende Brasil, ecossistema que realiza eventos por todo o Brasil, foi a lição da manhã desta quinta-feira (13). O palco de conteúdo do 37º Encatho & Exprotel, evento da ABIH-SC, que encerra hoje no CentroSul, em Florianópolis, mostrou que a vida de um empreendedor não começa pelo simples registro de um CNPJ.
por Cecília Fazzini, de Florianópolis*
Schweitzer considerou que o grande desafio passa pelo que vai acontecer ao longo da jornada. Contou a própria experiência de adolescente que, órfão de mãe e pai, se viu diante de buscar por conta própria a sobrevivência. Depois de trabalhos precários, partir para a via empreendedora foi a saída encontrada por ele.
O cenário não se restringe à história de coragem do jovem Lucas. Ele revela que 6 a cada 10 pessoas querem empreender. No Brasil são 46 milhões ante 38 milhões que trabalham em regime CLT.
O pulo do gato, conforme o executivo, é que a maior parte das decisões está naquilo que ninguém vê. “O empreendedor é mais feito de bastidores do que de palco”, reforça.

Etapas
Para o especialista, a jornada do empreendedor contempla 7 níveis:
Intraempreendedor – nutrir mentalidade de dono antes do registro do CNPJ, a começar pela boa gestão dos recursos financeiros pessoais e propósito. “A empresa é você”, sintetizou.
O segundo passo é quando ele assume o caráter de autônomo e a fase seguinte é a de empreendedor ponte, que migra para a fase estruturador, quando iniciam os processos e passa a contar com líderes. No nível 5 é hora de criar um time forte e disseminar a cultura do negócio. Na fase 6 assume o papel de investidor, com aplicações financeiras e ampliação de patrimônio, porque o negócio gera caixa e transforma em ativos. E o último nível é o do legado, momento em que o empreendedor precisa ter muito claros seus objetivos.
Mercado em transformação
O comportamento da tecnologia implica em velocidade extrema e gera cascata de transformação nos diversos setores econômicos. Para Schweitzer, recursos não existem só para serem consumidos, e sim para serem entendidos em toda a dimensão, o que muda a todo momento. “O modelo de negócio vai ter que mudar. Nos hotéis na China, 100% do room service já é feito por robô”.
O que tá em curso? Da cadeia de produção para redes de conexão. Hoje, para se produzir, não precisa mais ter uma planta industrial. O cenário demonstra que 9 das 10 maiores empresas do mundo são ecossistemas. Até profissões mais tradicionais e simples se valem dessa fórmula, assegura o gestor da Empreende Brasil.
Como o efeito rede está disseminado, em tempos do mundo virtual uma pessoa comum passa a ser tão confiável quanto um cientista. Lucas define que construir audiência é alavanca permanente e recomenda contar com multiplicidade de plataformas. Mas o evento é atalho para autoridade e audiências, a partir da presença. “Presença gera confiança”, sintetizou ao lembrar que, quando a execução vira commodity, gente passa a ter valor maior.
*A jornalista viajou convidada pela Encatho com seguro viagem da GTA




