O segundo dia da 63ª Equipotel, feira que reúne o trade hoteleiro até a próxima sexta-feira (18), no Expo Center Norte, na capital paulista, teve como um dos temas centrais: “Força Comercial Coletiva, Multiplicando Resultados”.
Por Cecilia Fazzini – colaboração para o DIÁRIO
O debate, realizado no espaço “Arena Conexões”, reuniu executivos das áreas comercial e de marketing de três resorts do país que integram a Resorts Brasil: Daniela Rocco, do Costao do Santinho; Thiago Borges, do Vale Suíço; e Rodrigo Vaz, do Hot Beach Parques & Resorts. Na pauta, rumos das campanhas comerciais conjuntas, em datas ao longo do calendário anual, que há cinco anos consolidam a estratégia de venda de hospedagem de associados da entidade, que chega ao consumidor sob o rótulo de “Resorts Week”.

Em sinergia entre os debatedores, a iniciativa, a despeito das ações individuais de cada empreendimento junto ao mercado consumidor, foi reconhecida como capaz de agregar valor aos negócios. Para Rodrigo Vaz, a campanha compartilhada “cria ondas de demandas e norteia o consumidor, porque estabelece novos parâmetros e traz redução real de preço”, o que, para os resorts, reflete em ganho individual e coletivo ao mesmo tempo, no entender do executivo.
Na opinião de Dani Rocco, do Costão do Santinho, a continuidade do programa tem trazido ganhos efetivos. “Ajuda a criar um hiperfoco no viajante”. Outra empreitada, segundo ela, é trazer cada vez mais parceiros da cadeia de viagens para o negócio, com adesão de agências de viagens, OTAs, companhias aéreas, entre outros.

Desafios à frente
Os efeitos da reforma tributária e da nova organização do trabalho, a partir da definição da escala 6×1, temas que geram indefinições para o segmento de resorts, foram relacionados pelos debatedores. O cenário implica impactos para os negócios, ponto com o qual os participantes do painel concordaram. Mas, na sequência, arriscaram providências possíveis na gestão, como o aumento da eficiência operacional e comercial e a otimização da negociação com fornecedores, sem necessariamente abandonarem a abordagem comercial comum.
Daniela Rocco destacou, em panoramas desafiadores, a importância de se analisarem com rigor os dados de promoção e de se reavaliarem canais de vendas que, em alguns casos, de acordo com a executiva, podem somar mais em capilaridade do que em vendas efetivas. Assinalou a força do associativismo, ponto em que foi seguida por Thiago Borges e Rodrigo Vaz, que concordam em manter as atenções voltadas para as iniciativas coletivas.





