Executivo afirma que expansão da tecnologia LoRa simplifica gestão e potencializa a competitividade dos hotéis independentes
Por Zaqueu Rodrigues (Colaboração)
“Poucas coisas evoluíram tanto dentro de um hotel quanto a fechadura da porta”. A constatação do CEO da Saga Systems, Jessé Resende, contém o segredo para compreender o desenvolvimento da hotelaria nas últimas décadas, pois sintetiza três aspectos que fundamentam a hospitalidade contemporânea: experiência do hóspede, segurança e sustentabilidade corporativa.
Da chave mecânica de metal, passando pelo cartão com chip de proximidade, até à leitura facial, a fechadura promoveu uma grande revolução na hotelaria, assegura o executivo. “Ao longo do tempo ela ganhou uma amplitude estratégica para o hoteleiro, tornando-se um portal de controle integrado e em tempo real de tudo o que está acontecendo dentro do quarto”.
Tecnologia da vez
O CEO da Saga Systems explica que a tecnologia da vez atende pelo nome LoRa, que combina alcance de até 15 km, baixo consumo de energia e criptografia AES128 de ponta a ponta. “Ao invés de usar estrutura de cabos e um roteador para cada quarto, utilizamos antenas em pontos estratégicos do hotel. Cada antena permite atender até 50 fechaduras”, pontua Resende.
O executivo explica que a tecnologia LoRa é aplicada para várias finalidades e ressignifica a experiência do hóspede. “No quarto do hotel, usamos para controlar a fechadura, cortina, a iluminação, o ar-condicionado, cofre… Na hora do check-out, por exemplo, ela avisa se o hóspede está partindo esquecendo algo dentro do cofre fechado. Isso facilidade a gestão do hoteleiro”.


A tecnologia LoRa, prossegue Resende, é a base de um ecossistema chamado LoRaWAN (Long Range Wide Area Network), que permite a comunicação de milhares de dispositivos, ideal para empreendimentos com múltiplos blocos, pavimentos, torres, áreas externas e infraestrutura técnica.
“O baixíssimo consumo de energia e gestão de tempo são fatores decisivos. Os sensores e controladores LoRa operam por 5 a 10 anos com uma única bateria, reduz o custo operacional e a necessidade de manutenções frequentes”, detalha Resende, destacando a simplicidade da tecnologia para gerar indicadores ESG e relatórios automáticos de sustentabilidade.
LoRa permite que o hoteleiro controle o hotel pelo celular, sabendo quantos hóspedes estão nos quartos, tirar relatórios das portas, saber quantos quartos precisam ter as pilhas de aparelhos digitais trocadas, precaver riscos de incêndio e se antecipar a possíveis riscos. “O hóspede, sobretudo em um tempo de grande insegurança, percebe na hora, pela fechadura da porta, o nível de segurança do hotel”, diz Resende.
O empreendimento Owntime, em Gramado, integralmente equipado com a tecnologia LoRa, é um dos exemplos de como a fechadura dinamiza a gestão e enriquece a experiência do hóspede, proporcionando segurança, autonomia, tempo e gestão inteligente com indicadores em tempo real que facilitam a tomada de decisão.
O CEO da Saga Systems ressalta que a tecnologia é estratégica para uma gestão hoteleira mais intuitiva. “Ela proporciona competitividade aos pequenos e médios hotéis. Em quase 40 anos de hotelaria, eu calculo que 50% dos hotéis independentes do Brasil ainda usam chave mecânica de metal. “A transição para fechaduras automatizadas é um processo natural e crescente, pois vai ao encontro da necessidade do mercado e dos hóspedes”.
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