A preservação da Mata Atlântica ganhou um importante reforço em Minas Gerais com ações ambientais desenvolvidas pelo BH Airport. Localizado em uma área estratégica de transição entre os biomas Cerrado e Mata Atlântica, o terminal mantém áreas preservadas, monitora espécies silvestres e opera um corredor ecológico que já reduziu em 83% os atropelamentos de animais na região.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
Segundo dados do MapBiomas, apenas 24% da cobertura original da Mata Atlântica ainda está preservada no Brasil. Desse total, somente 12,4% correspondem a florestas maduras e bem conservadas. Apesar do cenário considerado crítico por especialistas, os dados mais recentes do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) da Mata Atlântica apontam uma redução de 28% no desmatamento em 2025, na comparação com o ano anterior.
Nesse contexto, iniciativas de conservação ambiental ganham relevância, especialmente em áreas consideradas estratégicas para a biodiversidade.
Área preservada em região sensível
O BH Airport está inserido na Área de Proteção Ambiental Carste de Lagoa Santa, região reconhecida pela importância ambiental, científica e arqueológica. O aeroporto preserva mais de 310 hectares de Reserva Legal, aproximadamente 790 hectares de remanescentes de vegetação nativa e outros 97 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP).
A área abriga formações geológicas características do sistema cárstico, com cavernas, dolinas e aquíferos subterrâneos fundamentais para o equilíbrio hídrico e ambiental da região.
Foi também nessa área, a cerca de três quilômetros da pista do aeroporto, que arqueólogos encontraram Luzia, considerado o fóssil humano mais antigo das Américas.
Corredor ecológico reduz atropelamentos
Entre as principais iniciativas ambientais do terminal está a Passagem de Fauna instalada sob a rodovia LMG-800, principal acesso ao aeroporto. A estrutura subterrânea possui cerca de dois metros de altura e 60 metros de extensão, conectando fragmentos florestais da APA Carste.
Desde 2023, o monitoramento identificou 16 espécies utilizando o corredor ecológico, incluindo tamanduá-mirim, jaguatirica, cachorro-do-mato, capivara, quati, paca e veado-catingueiro. Algumas dessas espécies estão classificadas como vulneráveis ou ameaçadas de extinção.
O acompanhamento é realizado por equipes de manejo da fauna do BH Airport com apoio de armadilhas fotográficas, utilizadas para registrar imagens e vídeos dos animais durante a travessia.
Além de favorecer a circulação segura da fauna, a iniciativa também trouxe resultados para a segurança viária. Nos dois primeiros anos de funcionamento, houve redução de aproximadamente 83% nos atropelamentos de animais silvestres ao longo da rodovia.
Reconhecimento internacional
O projeto ambiental também recebeu reconhecimento internacional. Pelo quinto ano consecutivo, o BH Airport foi reconhecido como Aeroporto Verde pelo Airports Council International – Latin America & Caribbean.
Na edição de 2025 do prêmio Green Airport Recognition, a Passagem de Fauna foi destaque durante a conferência anual do Conselho Internacional de Aeroportos.
“Conectamos a pauta ambiental à operação, trazendo soluções para criar um ecossistema de proteção e conservação do patrimônio natural, reforçando o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável. Seguimos defendendo a causa da Mata Atlântica, buscando que essas áreas continuem preservadas e cumprindo plenamente a função ecológica”, ressalta o gestor de Infraestrutura e Meio Ambiente do BH Airport, Emerson Chaves.
Sobre o aeroporto
Considerado um dos principais hubs aéreos do Brasil, o BH Airport opera cerca de 70 destinos nacionais e internacionais. Desde 2014, o terminal é administrado por uma concessão formada pela Motiva, pela Zurich Airport e pela Infraero.




