
Por Paulo Atzingen, de Feira de Santana*
Em entrevista ao DIÁRIO, a secretária municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico.de Feira de Santana, Márcia Ferreira, destacou a relevância do evento para a integração regional e o fortalecimento da cadeia produtiva.
Segundo Márcia, o encontro vai além da articulação institucional. “A relevância deste encontro para a organização empresarial, para o desenvolvimento das empresas e para as pessoas envolvidas na cadeia produtiva do turismo é significativa”, afirmou. Ela lembrou que esta é a segunda edição do evento, sucedendo uma primeira experiência considerada exitosa, especialmente na promoção da integração entre os municípios do território Caminhos do Sertão.
A secretária ressaltou que o evento contempla cidades inseridas na caatinga semiárida, reforçando a identidade regional. Atualmente, conforme explicou, o plano turístico local está concentrado majoritariamente no turismo de negócios. “Hoje temos cerca de 80% do foco voltado ao turismo corporativo, mas também valorizamos fortemente o turismo de eventos”, pontuou.
Feira de Santana, segundo a gestora, reúne condições estratégicas para consolidar esse protagonismo. Com a segunda maior economia do Nordeste e uma população superior à de oito capitais brasileiras, o município se destaca pela intensa agenda de eventos populares e corporativos. “Acreditamos que o encontro gera oportunidades para um crescimento econômico fortalecido e inovador, beneficiando toda a macrorregião”, acrescentou.




Desafios estruturais e conectividade aérea
Ao abordar os entraves para ampliar a competitividade turística da cidade no cenário nacional, Márcia foi direta ao apontar a infraestrutura aeroportuária como principal gargalo. “O principal desafio é a ausência de um aeroporto com capacidade para voos de maior porte”, afirmou.
Atualmente, o terminal existente opera apenas com aeronaves de pequeno porte e voos domésticos limitados. “Estamos empenhados, por meio de articulações políticas, em buscar apoio dos governos estadual e federal para ampliar essa estrutura”, disse. Segundo ela, o fortalecimento da conectividade aérea é essencial para potencializar o fluxo turístico e de negócios.
A secretária também destacou a relevância regional de Feira de Santana como polo econômico. “A cidade agrega valor a uma macrorregião com cerca de 660 mil habitantes e uma população flutuante que pode chegar a 2 milhões de pessoas”, explicou, reforçando o papel do município como centro distribuidor de riquezas e oportunidades.

Infraestrutura e hospitalidade como diferenciais
No que diz respeito à capacidade de receber de visitantes, a secretária destacou a robustez da infraestrutura local. “Contamos com mais de 5 mil leitos hoteleiros, distribuídos em diferentes categorias de qualidade”, afirmou.
Além disso, a cidade dispõe de uma rede consolidada de bares e restaurantes, com forte identidade gastronômica. “Nossa culinária regional é um grande atrativo, com pratos como carne de sol, pirão de leite, sarapatel e feijoada”, destacou.
Outro diferencial apontado por Márcia é o perfil da população local. “O povo feirense é reconhecido pela hospitalidade e acolhimento, o que agrega valor à experiência do visitante”, disse. Ela também ressaltou o dinamismo do setor privado: “Observamos um empreendedorismo forte e cada vez mais profissional no turismo local”.
Ao final, a secretária reforçou que o Encontro FBHA cumpre um papel estruturante ao promover conexões e estimular o crescimento sustentável do turismo na região. “O objetivo é integrar, fortalecer e projetar o turismo regional de forma estratégica”, concluiu.
Serviço
II Encontro Baiano FBHA – Integração do Turismo Regional
- Data: 14 de abril
- Horário: 9h às 18h30
- Local: SESC Feira de Santana – Praça Carlos Bahia, s/n, Centro – Feira de Santana (BA)
*O jornalista viajou a convite da FBHA




