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Kakao Blumenn: flores de cacau e doses de acolhimento (veja o ví­deo!)

Kakao Blumenn e cacaueiros da Transamazônica vivem momento ótimo com alta do preço do cacau. Em 2024, o cacau é a commodity agrícola que mais se valorizou, segundo a Organização Internacional do Cacau (ICCO)

por Paulo Atzingen, de Brasil Novo (PA)*


Este casal de catarinenses, Veronica Preuss  e José Renato Preuss, chegou a Transamazônica no início do ano 2000 com o desejo de contribuir com o crescimento da região. Como acadêmicos – Verônica é pós-graduada em Gestão e Supervisão Escolar e José Renato tem formação em Economia, Ciências Contábeis e Matemática – antes de produzirem chocolates se dedicaram ao magistério e, como missionários, a trabalhos voluntários na igreja.

O casal tem como marca registrada o acolhimento e a atenção aos visitantes adquiridos nessas regiões transamazônicas onde o espaço e o tempo são outros comparados aos das metrópoles. Eles guardam, também, suas raízes, como por exemplo, o nome da propriedade que traduzido do alemão quer dizer flores de cacau.

Eles guardam, também, suas raízes, como por exemplo, o nome da propriedade que traduzido do alemão quer dizer flores de cacau.

Premiações

Embora tenham começado a produção do chocolate em 2019, já em 2021 concorreram a melhor amêndoa do Brasil pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC) em Ilhéus e receberam o prêmio de terceira melhor amêndoa do Brasil na categoria Blend.

Agora, em junho, durante o Chocolat Xingu 2024, a Kakau Blumenn foI duplamente premiada:  Medalha de Ouro na categoria “Produto Inovação” com o Chocolate com Jambu e Medalha de Bronze na categoria “Chocolate Intenso”.

Kakao Blumenn
Renato apresenta as amêndoas que tem fim definido: cacau fino (Crédito: Paulo Atzingen – DT)

Confira o vídeo:

Fermentação, segredo do negócio

Renato me leva para conhecer os cochos onde as amêndoas são fermentadas e onde reside o segredo do cacau de qualidade. “A fermentação é o segredo do negócio”, me revela e diz que estão investindo em tecnologia para auxiliá-los no trabalho. “Adquirimos um software que mede a temperatura das amêndoas sem que seja necessário a medição presencial no cocho”, explica-me e mostra-me, em seu celular o avanço tecnológico.

A Kakao Blumenn trabalha diversos tipos de produto e oferece o cacau fino em vários sabores: “Acrescentamos produtos da região como o açaí, café, cumaru (baunilha paraense), manteiga de cacau valorizando nossa região e a Amazônia”, afirma Verônica.

“A partir daí temos recebido pessoas interessadas em conhecer nosso método no trato das amêndoas, bem como nosso chocolate. Todo o processo é artesanal, utilizando apenas o cacau, a manteiga de cacau, o leite em pó integral e açúcar cristal. Temos a filosofia do menos é mais, ou seja: quanto menos ingredientes utilizamos para o chocolate, mais saúde levamos ao nosso consumidor,” ensina Verônica.

Verônica apresenta o produto final: os chocolates em tabletes (Crédito: Paulo Atzingen – DT)

Sem medo de serem felizes

Sem medo da concorrência ou de serem felizes, não guardam segredo de seus números: “Temos uma projeção de produzir 6 toneladas de amêndoa fina em 2024, aproximadamente 2 toneladas a mais que o ano passado”, contabiliza José Renato.

O casal faz coro com todos os cacaueiros da Transamazônica, com a alta do preço do fruto. O cacau é a commodity agrícola que mais valorizou em 2024, com pico de 191%, registrado em abril deste ano, segundo dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO). Isto acontece porque os maiores produtores mundiais africanos enfrentam problemas com doenças e restrições na exportação.

Jornalistas e turistas visitam a Kakao Blumenn (Crédito: Alberto Monteiro)

“Estamos com muita esperança”, me diz a professora-agricultura Verônica Preuss. Algo me diz também que todos aqueles que plantam com o coração, um dia colhem seu fruto e colhem em abundância.

Próxima Parada: Cacau Xingu


Serviço:

Kakao Blumenn – 

A Kakao Blumenn oferece café da manhã e/ou almoço e passeios pelas instalações para conhecer a cadeia produtiva do cacau. Ao final tem degustação de chocolate.

Rodovia Transamazônica, km 55 – vicinal 20

Brasil Novo – Pará

[email protected]

(93) 991711632


*O jornalista Paulo Atzingen viajou a convite da Prefeitura de Altamira e Rota Turística Cacau ao Chocolate

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