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Passagens aéreas sobem 42,5% em um ano, ante 8,7% das rodoviárias

As passagens aéreas ficaram 42,5% mais caras em setembro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, enquanto as tarifas de ônibus avançaram 8,7%. Os dados constam do informe de setembro do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que reúne também indicadores do IPCA, do IBGE.

DA REDAÇÃO com assessorias

A diferença de 33,8 pontos percentuais entre os reajustes ganha relevância para quem organiza viagens nos feriados de Finados, em 2 de novembro, e da Consciência Negra, em 20 de novembro, ou nas férias de fim de ano. O levantamento mostra uma alta proporcionalmente menor nas tarifas rodoviárias, embora os preços de cada viagem dependam do destino, da data e da antecedência da compra.

Passagens aéreas também acumulam maior alta desde 2017

Desde dezembro de 2017, início da série histórica do IRCB, as passagens de ônibus acumulam aumento de 65,3%. No mesmo intervalo, a alta das tarifas aéreas foi de 92,4%, segundo os dados do IPCA compilados no informe.

Na comparação entre a média de janeiro a setembro de 2026 e a do mesmo período de 2025, o reajuste foi de 6,4% no transporte rodoviário e de 27,6% no aéreo.

Em setembro, especificamente, o IRCB avançou 2%, após queda de 1,1% em agosto. As passagens aéreas tiveram aumento mensal de 9,7%.

Tarifa de ônibus sobe menos que o diesel

O encarecimento das viagens rodoviárias também ficou abaixo da variação do diesel, um dos principais custos das empresas de ônibus. O combustível subiu 14,4% entre setembro de 2025 e setembro de 2026, contra os 8,7% das passagens.

A diferença aparece também na série histórica: desde dezembro de 2017, o diesel acumula alta de 111%, enquanto o IGP-M, utilizado como referência em contratos, avançou 86,3%. Ambos superaram o aumento de 65,3% registrado pelo IRCB.

“A passagem de ônibus subiu menos que o próprio diesel, um dos principais custos das viações. A gente vê o setor segurando preço num ano de insumo caro”, afirma Fernando Prado, CEO da ClickBus.

Viagens interestaduais ficam abaixo dos preços de dezembro

Apesar da alta anual, alguns segmentos apresentaram preços inferiores aos de dezembro de 2025. Em setembro, as tarifas interestaduais estavam 4% abaixo daquele patamar. Nos percursos acima de 400 quilômetros, a redução foi de 1,7%.

As classes leito e semileito registraram quedas de 1,8% e 1%, respectivamente, na mesma comparação. Já no recorte regional, o Norte teve o menor aumento em relação a setembro de 2025, de 1,5%. No Pará, houve recuo de 0,3%.

O IRCB utiliza dados de passagens comercializadas pela ClickBus e uma metodologia que controla características das viagens para acompanhar a evolução dos preços, reduzindo a influência de mudanças no perfil dos bilhetes vendidos.

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