Rock in Rio 2026 deve ampliar significativamente o fluxo turístico no Rio de Janeiro em setembro, com reflexos diretos no transporte rodoviário e na hotelaria. Entre 3 e 14 de setembro, cerca de 500 mil passageiros devem circular pela Rodoviária do Rio, enquanto hotéis de bairros turísticos já registram ocupação superior a 75% para os primeiros dias do festival.
DA REDAÇÃO com assessorias
A combinação entre o Rock in Rio e o feriado de 7 de Setembro deve produzir um dos maiores movimentos do ano no principal terminal rodoviário da capital fluminense. A Rodoviária do Rio projeta a circulação de 14.845 ônibus, sendo 7.406 partidas e 7.439 chegadas, no período entre 3 e 14 de setembro.
O fluxo será alimentado principalmente por visitantes de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e cidades do interior fluminense, mercados tradicionalmente importantes para o festival.
Entre os dias de maior movimento, 7 de setembro deve registrar 26,5 mil desembarques, seguido por 11 de setembro, com 25 mil, e pelos dias 6 e 13, com 23 mil desembarques cada. Em 13 de setembro, último dia do Rock in Rio, a estimativa é de 49.430 passageiros circulando pelo terminal.
Rock in Rio fortalece transporte rodoviário
Levantamento da ClickBus aponta que 77% dos viajantes pesquisados que se deslocam ao Rio para o festival escolhem o ônibus, enquanto 19% utilizam avião. O comportamento reforça a importância do transporte rodoviário para grandes eventos realizados na capital fluminense.
O passageiro também demonstra preferência por maior conforto. Entre aqueles que já definiram a categoria da viagem, 78% optam por classes superiores à convencional, com o semi-leito concentrando 57% das escolhas. Para 68% desse público, a viagem dura mais de três horas.
Empresas como Grupo JCA, Águia Branca, Penha e Guanabara devem ampliar frotas e horários para absorver a demanda.
O comportamento já foi observado na edição de 2024. Estudo da ClickBus em parceria com a Fipe mostrou que, na rota São Paulo–Rio, o volume de passagens de ida chegou a ficar cerca de 300% acima do padrão habitual nos principais dias de embarque. Nas categorias leito e cama, os preços médios apresentaram variações de até 77% nos períodos de maior procura.
Rock in Rio aquece hotelaria do Rio
A movimentação também começa a aparecer na hotelaria carioca. Pesquisa do HotéisRIO mostra que, para a primeira semana do festival, entre 4 e 7 de setembro, Ipanema/Leblon já alcançam 75,42% de ocupação. Na sequência aparecem Glória/Botafogo (70,26%), São Conrado/Barra da Tijuca/Recreio (65,61%), Leme/Copacabana (64,17%) e Centro (41,54%).
Para a segunda semana, entre 11 e 13 de setembro, Ipanema/Leblon lideram novamente, com 67,08%, seguidos por São Conrado/Barra/Recreio (54,23%), Glória/Botafogo (54,19%), Leme/Copacabana (53,43%) e Centro (30,04%).
Segundo o presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, o perfil do público ajuda a explicar a tendência de crescimento das reservas mais próximo aos shows. Muitos visitantes são jovens provenientes justamente de estados vizinhos, como São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
“A evolução das reservas vem seguindo o comportamento esperado. Acreditamos que vamos nos aproximar dos números da edição passada, em 2024, quando a ocupação hoteleira fechou com uma média de 88% durante o período do festival, com picos acima de 90%”, afirma Lopes.
Os indicadores de transporte e hospedagem mostram que o Rock in Rio ultrapassa os limites da Cidade do Rock e funciona como importante indutor do fluxo turístico, movimentando diferentes segmentos da economia carioca durante os dias que antecedem e acompanham o festival.




