Os festejos juninos já tomaram conta do Nordeste e prometem impulsionar ainda mais o turismo regional em 2026. De grandes capitais a cidades do interior, as celebrações de São João mobilizam milhões de pessoas, fortalecem tradições culturais e movimentam bilhões de reais na economia.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do MTur
A expectativa dos municípios é superar os números registrados no ano passado, tanto em fluxo de visitantes quanto em geração de receita. Com programação que reúne shows, quadrilhas, gastronomia típica e manifestações populares, o período junino reforça sua posição como uma das temporadas mais importantes para o turismo brasileiro.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, as festas juninas desempenham papel estratégico na promoção dos destinos nacionais.
“Esses eventos valorizam a identidade nacional e movimentam toda a indústria do turismo, gerando renda e emprego para milhares de brasileiros nesta época. É um período muito festivo para celebrar nossa cultura e alavancar a economia desses municípios. Costumo dizer que é o ‘segundo carnaval’ do Brasil”, disse o ministro.
Campina Grande quer ultrapassar 3,5 milhões de visitantes
Na Paraíba, a 43ª edição do tradicional “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande, já está em andamento e segue até 5 de julho. A expectativa é receber mais de 3,5 milhões de visitantes, crescimento de cerca de 10% em relação ao ano anterior.
O evento deve movimentar mais de R$ 800 milhões na economia local. A programação gratuita acontece no Parque do Povo, espaço com mais de 70 mil metros quadrados dedicado às festividades.
Além de Campina Grande, o governo estadual estima a realização de festas juninas em pelo menos 134 municípios paraibanos.
Pernambuco aposta em geração de empregos e grandes atrações
Em Petrolina, o São João reúne mais de 100 atrações e concentra sua programação principal entre os dias 19 e 27 de junho. A prefeitura prevê movimentação econômica de aproximadamente R$ 350 milhões e a criação de cerca de 20 mil empregos temporários.
Já em Caruaru, outro dos principais polos juninos do país, a festa conta com 27 polos de animação espalhados entre áreas urbanas e rurais. Neste ano, o evento adota o tema “Tecido de tradições, costurando gerações”.
Sergipe espera mais de 2,5 milhões de participantes
Em Aracaju, o tradicional Forró Caju segue até o fim de junho e busca superar o público registrado em 2025, quando atraiu mais de 350 mil pessoas.
A capital sergipana também promove eventos ao longo da Orla da Atalaia, incluindo o chamado “maior arraiá à beira-mar do Brasil”. A expectativa estadual é reunir mais de 2,5 milhões de participantes e gerar impacto econômico superior a R$ 400 milhões.
Bahia projeta crescimento no turismo junino
A Bahia mantém uma das programações mais diversificadas do país, distribuída por suas 13 zonas turísticas. Embora o ápice das comemorações aconteça em 24 de junho, diversas cidades já iniciaram eventos ligados às celebrações de Santo Antônio.
Segundo dados da Secretaria de Turismo da Bahia, o período junino de 2025 recebeu 1,8 milhão de visitantes e movimentou R$ 2,3 bilhões. Para este ano, a expectativa é ultrapassar esses números.
Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte apostam na força da cultura popular
Em São Luís, o destaque é o Bumba Meu Boi, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A capital maranhense espera receber cerca de 250 mil visitantes durante o período festivo, com impacto positivo na rede hoteleira e no comércio.
No Ceará, o São João de Maracanaú, considerado o maior festejo junino de arena do Brasil, projeta público superior a 3 milhões de pessoas. O evento deve movimentar cerca de R$ 120 milhões e gerar aproximadamente 4,5 mil empregos temporários.
Outra tradição cearense é a Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha, reconhecida pelo Iphan como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
Já em Mossoró, no Rio Grande do Norte, o Mossoró Cidade Junina espera atrair mais de 1,2 milhão de visitantes. A projeção econômica supera R$ 360 milhões.
Alagoas aposta em grandes eventos para impulsionar a economia
O calendário alagoano começa com o Forrogaço, em Piranhas, que deve reunir mais de 30 mil pessoas e gerar cerca de R$ 6 milhões em movimentação financeira.
Em Maceió, o Massayó será realizado entre os dias 22 e 28 de junho, no Polo Jaraguá. A expectativa é receber aproximadamente 700 mil pessoas ao longo da programação. Na edição anterior, o evento movimentou mais de R$ 350 milhões na economia local.
Festas juninas ganham promoção internacional
Neste ano, o Ministério do Turismo também investiu na divulgação internacional das festas juninas. Em parceria com a Embratur e a Embaixada do Brasil na Argentina, realizou uma ação promocional em frente ao Obelisco de Buenos Aires, um dos principais cartões-postais da capital argentina.
A iniciativa buscou incentivar a vinda de turistas argentinos durante o período junino, tradicionalmente marcado por menor fluxo de visitantes vindos do país vizinho.
A Argentina continua sendo o principal mercado emissor de turistas internacionais para o Brasil. Em 2025, dos 9,2 milhões de visitantes estrangeiros registrados no país, mais de 3,3 milhões eram argentinos.
Impacto econômico bilionário
Além de preservar tradições culturais e fortalecer a identidade regional, os festejos juninos exercem papel fundamental na economia brasileira.
O período é considerado um dos mais importantes do calendário nacional para setores como turismo, hotelaria, alimentação, transporte, comércio e entretenimento. Em 2025, as celebrações movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões em todo o país, consolidando-se como uma das maiores engrenagens econômicas do turismo brasileiro.




