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América Latina deve movimentar quase US$ 400 bilhões com turismo em 2026

A indústria de viagens e turismo da América Central e da América do Sul deve registrar um desempenho superior à média global em 2026. A projeção é do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), que estima expansão de 4,1% na contribuição do setor para a economia regional, índice acima da previsão mundial de 3,2%.

REDAÇÃO DO DIÁRIO 

De acordo com o levantamento, elaborado em parceria com a Oxford Economics, o turismo deverá movimentar cerca de US$ 396,4 bilhões na região ao longo de 2026. O valor corresponde a aproximadamente 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) regional e representa crescimento de 4,1% em comparação com 2025.

Além disso, o montante supera em 16,5% os níveis registrados antes da pandemia de Covid-19, reforçando a recuperação e a consolidação da atividade turística em diversos países latino-americanos.

Turismo impulsiona geração de empregos

O impacto positivo do setor também será sentido no mercado de trabalho. A expectativa é de que as atividades ligadas ao turismo sustentem cerca de 18,5 milhões de empregos em 2026, o equivalente a 8,3% de todos os postos de trabalho da região.

As projeções para a próxima década são ainda mais otimistas. Segundo o WTTC, o número de empregos gerados pelo turismo pode alcançar 22,6 milhões até 2036, com a criação de aproximadamente 4,1 milhões de novas vagas.

No cenário global, o turismo deverá contribuir com cerca de US$ 12 trilhões para a economia mundial em 2026, sustentando aproximadamente 376 milhões de empregos.

Viagens domésticas seguem como principal motor

Embora os gastos dos turistas internacionais continuem em trajetória de crescimento, as viagens domésticas permanecem como a principal força de sustentação da atividade turística na América Central e do Sul.

A previsão é que os gastos de visitantes estrangeiros alcancem US$ 70 bilhões em 2026, um avanço de 7,8% em relação ao ano anterior. O resultado representa mais que o dobro da expansão global estimada para esse indicador e também supera os níveis observados antes da pandemia.

Já o turismo doméstico deverá movimentar cerca de US$ 222,3 bilhões, mantendo sua posição de destaque no mercado regional. O valor representa aumento de 2,3% em comparação com 2025 e crescimento de quase 19% frente aos números registrados em 2019.

O levantamento mostra ainda que, em 2025, aproximadamente 77% de todos os gastos turísticos na região foram realizados por viajantes domésticos. Os turistas internacionais responderam por 23% do consumo total.

Outro dado relevante é o predomínio das viagens de lazer, que representaram 84,9% dos gastos turísticos, enquanto o segmento corporativo respondeu por 15,1%.

Equador, Bolívia e Panamá lideram projeções de crescimento

Entre os países avaliados pelo estudo, o Equador aparece com a maior previsão de crescimento da atividade turística em 2026, com expansão estimada de 11,6%.

Na sequência aparecem Bolívia, com alta projetada de 10,3%, Panamá, com 8,4%, Guatemala, com 6,1%, e Colômbia, com 5,7%.

A Argentina também deve apresentar desempenho positivo, com crescimento previsto de 4,9% na contribuição do turismo para sua economia.

No Brasil, o WTTC projeta avanço de 2,1% na participação econômica do turismo em relação ao ano anterior. Os gastos de turistas internacionais no país devem crescer cerca de 3%.

A Venezuela surge como um dos destaques do levantamento, com projeção de crescimento de 33,2% no PIB turístico e aumento de 34,8% nos gastos de visitantes estrangeiros.

Principais mercados emissores e destinos

Segundo o estudo, os principais países emissores de turistas para a América Central e do Sul são Argentina, responsável por 20% do fluxo, Estados Unidos (18%), Brasil (7%), Chile (6%) e Peru (3%).

Já entre os destinos internacionais mais procurados pelos moradores da região, os Estados Unidos lideram com 14% das viagens, seguidos por Brasil (12%), Chile (9%), Argentina (7%) e Uruguai (5%).

As projeções consideram fatores econômicos e geopolíticos observados até o final de maio de 2026, incluindo inflação, preços da energia, comportamento do consumidor e o cenário internacional.

Fonte: CNN

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