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Turismo na Copa 2026 sob ameaça: política de Trump afasta turistas e preocupa setor hoteleiro

A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, representantes da hotelaria norte-americana demonstram preocupação com um desempenho abaixo do esperado nas cidades dos Estados Unidos que receberão partidas do torneio. Enquanto destinos no Canadá e no México registram forte procura por hospedagem, hotéis em grande parte das sedes americanas enfrentam ocupação inferior às projeções iniciais.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do g1

O cenário tem sido associado, entre outros fatores, às políticas migratórias e de concessão de vistos adotadas pelo governo do presidente Donald Trump, que vêm gerando dificuldades para parte dos torcedores internacionais interessados em acompanhar a competição.

Restrições afetam delegações e torcedores

Alguns dos países participantes da Copa enfrentam obstáculos relacionados à entrada nos Estados Unidos. Entre os casos mais citados estão as restrições impostas a cidadãos de determinados países, além de atrasos e dificuldades na emissão de vistos.

A situação tem levado parte dos viajantes a priorizar partidas realizadas no Canadá e no México, países que também dividem a organização do Mundial e que, segundo analistas do setor, oferecem um ambiente considerado mais previsível para turistas estrangeiros.

Episódios em aeroportos geram repercussão

Casos envolvendo autoridades migratórias americanas também ganharam destaque às vésperas da competição.

Entre eles está o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, apontado pela Fifa como um dos principais nomes da arbitragem africana, que acabou impedido de entrar no país após passar horas em procedimentos de imigração. Outro episódio envolveu o atacante iraquiano Aymen Hussein, que ficou retido durante várias horas no Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, devido a um problema de identificação.

Os relatos aumentaram a preocupação entre torcedores internacionais sobre possíveis transtornos nos aeroportos americanos durante o torneio.

Canadá e México lideram reservas

Dados da empresa de análise hoteleira CoStar indicam que algumas das cidades mais procuradas pelos visitantes da Copa estão fora dos Estados Unidos. Vancouver, no Canadá, e Guadalajara, no México, aparecem entre os destinos com maior percentual de quartos reservados para o período da competição.

Já nas sedes americanas, apenas Los Angeles se aproxima dos índices mais elevados de ocupação observados nos países vizinhos. Nas demais cidades, a demanda segue abaixo das expectativas traçadas pelo mercado.

Hotelaria aponta impacto nas reservas

Uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Hotéis e Hospedagem (AHLA) mostrou que a maioria dos empresários do setor avalia que o volume de reservas está aquém do previsto.

Segundo o levantamento, muitos estabelecimentos identificam uma redução da procura internacional ligada tanto às restrições migratórias quanto às incertezas geopolíticas atuais.

“Uma série de fatores moderou o otimismo inicial, embora indicadores mostrem que ainda há oportunidades significativas pela frente. Para concretizar esse potencial, os EUA e a Fifa devem garantir uma experiência acolhedora e tranquila para os viajantes estrangeiros”, afirmou Rosanna Maietta, presidente da AHLA, em declaração reproduzida pelo g1.

Ingressos e custos de viagem também pesam

Além das questões relacionadas a vistos e imigração, especialistas apontam que os elevados preços de ingressos, hospedagem e transporte também têm influenciado a decisão dos torcedores.

A combinação desses fatores ocorre em um momento em que o setor turístico americano já observava desaceleração da demanda internacional desde o início do atual mandato de Trump, marcado por medidas mais rígidas para entrada de estrangeiros no país.

Com a Copa prestes a começar, representantes da hotelaria esperam que o avanço das partidas e a chegada dos torcedores contribuam para impulsionar as reservas de última hora e reduzir o impacto registrado até o momento.

Fonte: g1

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