A rede espanhola Meliá Hotels International anunciou a saída imediata da administração de 15 hotéis em Cuba. A decisão envolve o encerramento das atividades de gestão, comercialização e licenciamento da marca nos empreendimentos afetados.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da Reuters
A companhia atribuiu a medida ao agravamento das condições econômicas, jurídicas e geopolíticas enfrentadas pelo país caribenho, que nos últimos anos tem convivido com dificuldades crescentes para manter a recuperação do setor turístico.
Operação era conduzida por subsidiária portuguesa
Presente em Cuba há mais de três décadas, a Meliá é uma das principais operadoras internacionais de hotéis na ilha. Segundo a empresa, os proprietários dos empreendimentos foram comunicados da decisão no fim de maio.
Os hotéis eram administrados pela subsidiária portuguesa Ilha Bela Gestão e Turismo, responsável pela operação local dos ativos.
Em comunicado ao mercado, a empresa afirmou que a retirada foi motivada por “uma combinação de circunstâncias imprevistas” que fugiram ao controle da subsidiária e que passaram a comprometer a continuidade das operações.
Turismo cubano enfrenta dificuldades
Embora Cuba continue sendo um dos mercados mais relevantes da Meliá em número de hotéis, a participação financeira do destino nos resultados da companhia vem diminuindo nos últimos anos.
Entre os fatores que impactam o turismo cubano estão as frequentes interrupções no fornecimento de energia elétrica, além da redução da demanda de visitantes internacionais.
De acordo com a rede hoteleira, boa parte dos hotéis incluídos na decisão já se encontrava fechada ou sem atividade operacional.
Processo de saída será gradual
A Ilha Bela Gestão e Turismo informou que está conduzindo um processo organizado de desligamento dos empreendimentos, com o objetivo de minimizar impactos para clientes, parceiros comerciais e fornecedores.
A empresa acrescentou que adotará medidas para manter todas as partes envolvidas informadas durante a transição.
A decisão ocorre em um momento de incertezas para o turismo cubano, que busca recuperar os níveis de atividade registrados antes da pandemia e enfrenta desafios relacionados à infraestrutura e ao cenário econômico da ilha.
Fonte: Reuters




