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Evolução do turismo de experiência e as cidades inteligentes – por Regina Amorim*

Nos destinos inteligentes do século XXI, o turismo já deixou de ser controlado pela oferta das operadoras de turismo e de grandes agências de viagens, e passou a seguir a demanda do consumidor final, fruto da democratização da tecnologia da informação e da comunicação.

O turismo de experiência na Paraíba, nos últimos quatro anos, tem evoluído muito rápido, fazendo valer o seu papel como importante vetor intersetorial de desenvolvimento econômico dos municípios turísticos paraibanos, pois exerce um efeito positivo sobre o resto dos setores da economia, especialmente nas atividades do comércio e nos serviços de alimentação fora do lar. Essa evolução do turismo certamente continuará em 2017 com a diversificação de mercados e a busca da inovação e da competitividade, através do uso de tecnologias da informação e comunicação (TIC), abrindo espaço para a diferenciação do turismo paraibano em relação a outros destinos turísticos nacionais.

Mundialmente, o turismo é uma das atividades econômicas que mais utiliza o comércio eletrônico, principalmente nos serviços de hospedagem, nas agências de viagens e nas empresas aéreas, um reflexo dos hábitos de consumo do turista do século XXI, que seleciona, planeja e avalia a sua viagem, pela internet. Para isso, tanto a gestão pública como a gestão dos pequenos negócios de destinos turísticos, devem adaptar-se à nova economia digital. Precisam estar preparados para atender às exigências e às necessidades do novo turista que, em geral, é muito bem informado e muito mais exigente.

As cidades inteligentes, também chamadas de cidades eficientes, são territórios que priorizam a tecnologia da informação e comunicação com o objetivo de estruturar espaços urbanos inovadores, que facilite o desenvolvimento econômico, social e ambiental sustentável, de forma contínua, e melhore a qualidade de vida da população. Nos destinos inteligentes do século XXI, o turismo já deixou de ser controlado pela oferta das operadoras de turismo e de grandes agências de viagens, e passou a seguir a demanda do consumidor final, fruto da democratização da tecnologia da informação e da comunicação, que abriu um novo horizonte no turismo, cheio de desafios, oportunidades e muitas adequações.

Esse é o atual cenário do turismo, onde o uso crescente de dispositivos móveis e de redes sociais contribui para que todas as informações sobre produtos, serviços e experiências sejam cada vez mais abrangentes, flexíveis e personalizadas e estejam bem à mão do consumidor.  Consequentemente, ganha mais e está mais em evidência no mercado os destinos turísticos que estão no comércio eletrônico, com criatividade e inovação. Com essa estratégia é possível permanecer no mercado de forma competitiva. Toda empresa bem-sucedida precisa ter foco no cliente e conhecer muito bem o seu cliente. No turismo não é diferente.

O turista atual procura por produtos e serviços mais personalizados e busca outras opções de viagem que lhe proporcione maior autonomia e experiências únicas, tais como: experimentar novas formas de transporte local, e novas formas de hospedagem, enfim vivenciar a cultura e a autenticidade do lugar. Baseado no grau de inteligência das cidades, podemos concluir que um território é inteligente quando está comprometido com as questões ambientais, culturais e socioeconômicos, possui um sistema de inteligência que transforma dados em informações e informações em conhecimento, e compreende os acontecimentos em tempo real.

Possibilita a interação do turista com a gestão do destino, aumentando a sua eficiência e melhorando a qualidade das experiências de turismo. Em 2017 é preciso refletir e discutir para que a gestão de territórios turísticos possa ser mais inteligente, e que a governança tenha mais a participação e colaboração dos cidadãos, a gestão pública seja mais eficiente e inovadora, a tecnologia da informação e comunicação (TIC) seja prioridade nas empresas públicas e privadas, bem como a busca da sustentabilidade ambiental, priorizando energias alternativas, a gestão eficiente da água e o destino final dos resíduos sólidos.

Ainda fazendo parte dessa proposta, para ampliar o grau de inteligência dos territórios, é necessário priorizar a inclusão social, através da eficácia do sistema de saúde, da segurança pública e da mobilidade urbana. Também é preciso investir no capital humano, através da criação de planos para melhorar a educação, e melhor aproveitar a criatividade dos talentos locais.

Por fim, priorizar projetos econômicos que sejam estratégicos e inovadores. Esse é um dos caminhos, tanto para a gestão pública como para a iniciativa privada, de destinos turísticos que buscam se adequar à demanda do mercado turístico mundial.

*Regina Medeiros Amorim é Mestre em Visão Territorial e Sustentável do Desenvolvimento, pós-graduada em Gestão e Marketing do Turismo e Gestora de Turismo do SEBRAE – Paraíba.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o turismo de experiência pode ler o livro “Paraíba: 35 dias de vivências e experiências” coordenado pelo Sebrae-PB e sob a curadoria de Regina Amorim.

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