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Guerra no Oriente Médio provoca cancelamento de voos entre Brasil e hubs internacionais

A escalada da Guerra no Oriente Médio mantém suspensos, nesta segunda-feira (2), voos entre o Brasil e importantes destinos da região, impactando conexões estratégicas para Europa e Ásia.
DA REDAÇÃO com jornais locais e internacionais
Com o fechamento do espaço aéreo em países como Irã, Iraque, Israel, Emirados Árabes Unidos e Qatar, aeroportos de relevância global, como Aeroporto Internacional de Dubai e Aeroporto Internacional de Hamad, seguem inoperantes. Especialistas alertam que as interrupções podem se estender por semanas, ampliando os reflexos sobre o turismo internacional e o setor aéreo.

O bloqueio aéreo atinge uma das regiões mais estratégicas da malha global, responsável por conectar passageiros entre Ocidente e Oriente com eficiência e sofisticação logística. Sem esses hubs, companhias aéreas foram forçadas a cancelar voos, redesenhar rotas e lidar com milhares de passageiros retidos em diferentes continentes.

No Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, principal porta de entrada do país, ao menos 12 voos foram cancelados — seis chegadas e seis partidas — incluindo operações da Qatar Airways e da Emirates. No fim de semana, duas aeronaves chegaram a decolar com destino a Doha e Dubai, mas precisaram retornar a Guarulhos em razão do agravamento do conflito.

A Emirates anunciou a suspensão temporária de todas as operações de e para Dubai até terça-feira (3), às 15h no horário local, mantendo fechados os balcões de check-in e orientando passageiros a consultarem previamente o status dos voos. A companhia oferece remarcação sem custos para embarques até 20 de março ou reembolso integral. Já a Qatar Airways informou que retomará as operações apenas após autorização das autoridades de aviação civil do Qatar.

Guerra no Oriente Médio afeta passageiros em todo o mundo

Guerra no Oriente Médio
Aeroporto de Guarulhos (reprodução de tela)

O impacto da Guerra no Oriente Médio vai além das rotas brasileiras. Dubai foi o aeroporto internacional mais movimentado do mundo em 2024, com 92 milhões de passageiros, segundo o Conselho Internacional de Aeroportos, superando o Aeroporto de Heathrow. Doha ocupa posição de destaque entre os dez principais.

Na Austrália, passageiros relataram à Reuters dificuldades para obter informações e reorganizar itinerários. Em Sydney, viajantes que seguiam para a Europa via Doha precisaram buscar rotas alternativas pelos Estados Unidos ou retornar ao ponto de origem após voos serem redirecionados no ar.

Companhias como a Virgin Australia cancelaram operações para Doha, enquanto a Cathay Pacific suspendeu todos os voos para o Oriente Médio até novo aviso. A Singapore Airlines interrompeu ligações com Dubai até 7 de março, e a Japan Airlines suspendeu a rota Tóquio–Doha.

Analistas do setor avaliam que, além dos cancelamentos, o aumento expressivo do preço do petróleo pressiona as margens das companhias aéreas, elevando custos operacionais e reduzindo o apetite por viagens à região.

Guerra no Oriente Médio derruba ações do turismo global

O ambiente de instabilidade também repercute nos mercados financeiros. A alemã TUI Group, maior operadora de turismo da Europa, registrava queda de 7% nas primeiras horas de negociação. A holding International Airlines Group — controladora da British Airways — recuava 9%, enquanto Lufthansa e Air France-KLM perdiam cerca de 7%.

O efeito cascata alcançou ainda redes hoteleiras como a Accor e empresas de cruzeiros como a Carnival Corporation. Nos Estados Unidos, ações de companhias aéreas recuavam aproximadamente 5% no pré-mercado.

Para especialistas, a combinação entre zona de guerra ativa, fechamento de aeroportos estratégicos e volatilidade energética cria um cenário de incerteza prolongada. Companhias asiáticas como ANA Holdings, Air China e China Southern Airlines também registraram perdas significativas.

A provedora de dados VariFlight informou que empresas da China continental cancelaram mais de 26% dos voos programados para o Oriente Médio entre 2 e 8 de março.

Enquanto autoridades monitoram os desdobramentos diplomáticos e militares, o setor aéreo global se prepara para um período de ajustes operacionais e financeiros que pode redefinir fluxos e estratégias de conectividade internacional nas próximas semanas.

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