InícioMatérias especiaisEco Parque Arraial d’Ajuda é fechado por determinação judicial

Eco Parque Arraial d’Ajuda é fechado por determinação judicial

Medida de fechamento do Eco Parque Arraial D’Ajuda foi tomada após muro impedir acesso público à praia em Porto Seguro (BA)

De acordo com matéria publicada no site Consultor Jurídico (Conjur), no dia 18 de março de 2025, assinada pelo jornalista Eduardo Velozo Fuccia, o juiz federal Pablo Baldivieso determinou o fechamento temporário do Arraial d’Ajuda Eco Parque, localizado em Porto Seguro, na Bahia. A decisão foi tomada porque um muro construído pelo empreendimento impedia o acesso público à praia, o que gerou um impasse jurídico que já dura quase 20 anos.

Por que o parque foi fechado?

A decisão do juiz tem como base o direito fundamental de acesso às praias, garantido pela legislação brasileira, e a preservação ambiental. O magistrado ressaltou que o muro construído pelo parque restringe a circulação das pessoas, o que vai contra as normas de proteção ao meio ambiente e ao patrimônio público.

Além disso, o juiz destacou que a renda obtida pelo parque durante o período em que a praia ficou bloqueada é considerada ilegal, uma vez que foi obtida contrariando normas ambientais.

O que precisa ser feito para a reabertura?

Para que o parque possa voltar a funcionar, é necessário que o muro seja readequado conforme as orientações da justiça. Essa intervenção deve ser realizada seguindo um projeto aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A suspensão das atividades começa a valer 30 dias após a intimação dos responsáveis, realizada no último dia 13 de março. Caso o parque se recuse a cumprir a determinação, a Polícia Federal, a Prefeitura de Porto Seguro e a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental da Bahia estão autorizadas a garantir o fechamento.

A polêmica e os impactos no turismo

O fechamento do Arraial d’Ajuda Eco Parque gerou debate entre moradores e empresários locais, preocupados com o impacto econômico e as consequências para o turismo na região. No entanto, o juiz ponderou que a situação se arrasta há quase duas décadas sem solução definitiva. Ele questionou se os direitos econômicos poderiam se sobrepor ao direito fundamental de acesso às praias e à preservação ambiental.

O juiz ainda argumentou que aceitar justificativas econômicas para manter a situação irregular poderia desestimular outros empreendimentos turísticos a respeitarem as leis ambientais no Brasil. (REDAÇÃO DO DIÁRIO com informações do Consultor Jurídico – Conjur) 

Matérias relacionadas

Compartilhe essa matéria com quem você gosta!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique por dentro das notícias de turismo do DT!

Assine nossa newsletter e confira.




    Enriqueça o Diário com o seu comentário!

    Participe e leia opiniões de outros leitores.
    Ao final de cada matéria, em comentários.

    Matérias em destaque